Hey, Yuuko!
Reflexões & Opiniões

Dilemas na vida de um universitário – Parte 1

A vida as vezes é bem cômica. Adora olhar nos nossos olhos quando jovens, seduzir de uma forma inimaginavel como é a busca pela independência com um leve empurrãozinho da mídia – afinal de contas temos que confessar que somos influenciados de certo modo por ela. Não falo isso como uma pessoa que tende a trabalhar neste meio, mas como uma pessoa comum.
Na primeira vista, nossa mente é bombardeada ainda no ensino médio sobre as glórias, dificuldades e a bela imagem que uma vida de jovem-adulto tem. Confesso que sou suspeita para falar sobre os estudos massivos para o vestibular, já que aquele ritmo sempre me satisfazia – coisas que viciados em estudos entendem, mas a pressão que a sociedade, a escola, a família, entre desconhecidos colocam, beira ao absurdo. “Olhe como é maravilhoso se tornar totalmente independente com tão pouca idade, mesmo cheio de medos e com falta de instrução como muitos de sua idade. Corra, rapidamente e busque o primeiro lugar em cursos que lhe dê altas granas e pegue a primeira gostosa que ver.” Familiar?

Somos tomados por pensamentos como estes, em que o desejo é dos outros e não os nossos. Há pensamentos que são de certo modo coerentes, porém há outros pensamentos que são plenamente descabidos e descaradamente fazem parte do plano não executado de outra pessoa.  Sabe a história de perder a virgindade? Muitos adolescentes sofrem pressão de outros coleguinhas que fizeram – e se arrependeram- para que façam também e não se sintam sozinhos nesta dor. E é nesse ponto que eu quero chegar: Você irá ceder?

É muito lindo contemplar Advocacia, Medicina, Engenharia, mas você tem paixão e desejo pleno por isso? Realmente acha viável esta escolha? Será que se tornará um profissional qualificado e especializado que o mercado tanto espera ou será mais um daqueles frustados em que realizaram sonhos dos outros e não os seus próprios? 

Se você realmente deseja isso em seu coração, vá em frente. Agora, se você sente que não é e que sua vocação é outra, pare. Analise e reflita em suas escolhas  se estão sendo influenciadas pela família (que é perdoável até certo ponto), pela escola ou cursinho (o maior desejo deles é ter seu nome como “olha, esse sucesso veio da nossa escola porque nós criamos ele e não é mérito dele, tá?”) e estranhos (eu me frustei porque não consegui o que queria mas quero que você consiga por mim porque eu sou iludido e quero iludir). Analise mas tendo um pé na realidade, estudando o mercado em que você vai atuar, sua área e suas competências futuras. Ilustração por exemplo é complicado aqui, logo deixe em segundo plano e se foque no seu “Plano b”. Afinal de contas, temos que analisar e ver aonde podemos ter jogo de cintura com nossos talentos e nossos sonhos.

Essa pressão louca terminará (ou aumentará?)  até chegar o resultado do vestibular com um aprovado bem lindo naquelas listas extensas de nomes que você perde horas procurando o seu. Naquele momento, um grito de glória ecoará de você até que o choque de realidade comece: Minha vida começou a partir de agora. 

Neste momento eu castelinho imaginário começará a desmoronar e verá o quanto a linha que divide um estudante do ensino médio e um universitário na verdade é um muro. Agora você percebe que brigas entre faculdades públicas e particulares são ridículas, já que ambos tem o mesmo conteúdo, a mesma formação de professores e o que diferencia é, além de mensalidade, um tem mais dinheiro em pesquisas do que outro.  Verá que este papinho de ser difícil é apenas para quem é incapaz ou simplesmente, nunca entrou em uma faculdade ou desistiu: Difícil é cumprir o calendário acadêmico rígido e nada maleável, pois de resto é o que você ama e entende, logo irá fluir fácil. Nesse momento, percebe que terá que arcar com seus custos de algum modo e as preocupações em como ajudar na casa do seus pais irão aumentar. E você verá que eles são não só pais, mas amigos que irá te dar uma força absurda até se tornar um adulto completo que os encherá de orgulho. Não tenha vergonha, como muitos pregam que é. Você tem algo que envolve muito amor e sinceridade, mesmo diante das brigas – que acontecem nas melhores famílias.

Esse choque de realidade é bom. Apesar de uma sensaçã ode derrotado pairar em nosso ser, serve de alimento e vira um gás para a coragem de encarar as primeiras barreiras que você irá enfrentar.  Respire fundo, amarre seu tênis e pegue sua mochila: A vida começa nesse exato momento, aquela vida que não está nas novelas ou nos quadrinhos: a SUA vida.

Yuuko Kitsune

Yuuko Kitsune é uma elfa paladina viciada em comida japonesa. Amante de diversas culturas antigas e entusiasta da cultura pop, em especial a oriental. Dentre Quadrinhos, Livros e Desenhos, é uma bem chata em suas escolhas pessoais no que envolve jogos.

Comments

  1. Yuu-Yuu!! (Nem preciso colocar elogios aqui, porque você sabe que eu sempre vou gostar de seus Posts!!)
    :V Como uma universitária bem novinha, posso e vou concordar com tudo o que você disse, esses paradigmas que sempre a gente tem que enfrentar, que a própria sociedade impõe para a gente. Rapidamente me lembro de algo bobo, minha mãe um dia falou para eu segurar a bolsa da minha Facul de um determinado jeito, e eu perguntei: "Mas porquê segurar assim mãe?" e ela respondeu: "Para ficar mais feminina." E te explico, sou uma daquelas meninas que pouco usam maquiagens, que raramente calçam sapatos de salto, e que não pensam como se comportar com certo tipo de "feminilidade". (E também não acho ruim quando as meninas fazem tudo o que digo.) Eu apenas sou a Keiko de sempre, não quis recriminar minha mãe, mas eu associo alguns tipos de atitude como algo que as pessoas forças as outras a fazerem.

    Como você já leu em um post meu que falava sobre o futuro, eu queria ser veterinária quando pequena, mas realmente não dá para eu ser uma, por dois motivos:
    – Amo demais animais ( principalmente cachorros) para ver eles sofrerem.
    – Amo desenhar no papel.
    O que me questiono é que, dentro do que estudo o que eu posso ser. E vejo que por meio deste seu post eu estou querendo colocar os burros atrás da carroça xD! A gente se sente pressionado a falar para os outros o que você vai ser. Eu vou ser aquilo que eu escolher ser, não algo que ainda não sei o que é. (Agradeço pelo seu post me ter feito pensar desse jeito. Espero que tenha entendido :B!!)

    Recentemente, minha mãe brigou comigo, e nunca me senti tão triste, e eu sabia, a culpa não era dela, era minha, teve um hora que ela falou enfurecida: "E como você quer ser uma Designer Gráfica desse jeito?" Aí caiu uma ficha nervosa dentro da minha cabeça. Já está na hora de mudar, de me adequar ao padrão da minhas Facul e me deixar fluir sem o medo me tocar mais. Quero me tornar um pouco da Katniss, quero me tornar um pouco de Tris, quero me inspirar na Yuuko. E é isso que eu encontro em duas personagens fictícias e em você. É aquela força que eu tento encontrar para me tornar uma mulher melhor para mim mesma.

    Muito obrigada Yuu-Yuu!
    (Desculpa te torturar com este texto. Sabe cumé né? :T Quando a gente gosta é assim mesmo.)

  2. Como sempre arrancando ciscos no meu olho, hahaha.
    Pessoas como você me motivam a continuar minha trajetória aqui nesse blog. Seus textos nunca me torturam: Me sinto em uma taverna, com um canecão cheio conversando e trocando experiências. Sempre é prazeroso e bom. 🙂
    O bom da área de Design Gráfico é que você sempre, SEMPRE estará ligada aos seus gostos e terá um toque único vindo de sua própria influencia em suas artes, desde o brainstorming até a arte-finalização. 😀

    Entendo sobre brigas com mãe. Dá um aperto muito grande mas o que me acalma é lembrar que brigas fazem parte de um bom relacionamento, pois quem ama acaba discutindo também.
    Você será, com toda certeza. Acredito nisso, como eu acreditei em mim e estou nessa luta. E "vamo que vamo" o/

    PS: estive doente e fiquei muito afastada daqui. Logo retorno aos poucos.

  3. É a Yuu que faz a Keiko sentir de um jeito diferente, então eu coloco tudo que meu coração diz!
    Waa…Muito obrigada X//D!!
    :> Eu queria tomar coisas muito gostosas, como…como…suco de uva. Aí a gente brinda!
    É verdade isso, por isso a gente fica meio orgulhoso quando acaba, porque você está feliz por ter ajudado uma pessoa e ainda ter deixado seu jeitinho lá!
    Fazer o quê né? Coisa de mãe, mesmo assim, eu amo ela.
    VAMO QUE VAMO!

    Espero que a Yuu se cure logo, logo! Estou mandando energias positivas para a Yuu!

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