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Por que os Zeldas de GameBoy Color são os meus prediletos? (Ou Por que você deveria jogá-los?!)

Saudações a todos,

Todo mundo tem um Legend of Zelda predileto (se não tiver, jogue e escolha um!). Os fatores que definem qual jogo da franquia mais nos marca são vários: nostalgia, trilha sonora, jogabilidade, história, desafios, etc. E, estatisticamente, os que mais marcaram os fãs foram os jogos de Super Nintendo e Nintendo 64: A Link to the Past (SNES), Ocarina of Time e Majora’s Mask (N64). Não vou tirar seus méritos, foram jogos excelentes que mereceram cada 10/10 das análises. Porém, como o título já diz, irei explicar por que justamente os Zeldas de GameBoy Color são os que eu mais gosto. Será uma mistura de review com relato de vida. Então, boa leitura!

Pra começar, quando digo “Zeldas de GameBoy Color”, estou me referindo diretamente aos jogos Link’s Awakening DX, Oracle of Seasons e Oracle of Ages. São deles de quem eu vou falar!

Breve Contexto Histórico

Link’s Awakening foi originalmente lançado para o primeiro GameBoy (sem Color, nem Advance no nome) em 1993 e foi o quarto jogo da série, sendo o sucessor do famoso A Link to the Past. Cinco anos depois, ele foi relançado para GameBoy Color (agora com cores!) e intitulado Link’s Awakening DX (sigla para Deluxe).

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Reparem a diferença.

Três anos após o lançamento de Link’s Awakening DX, o GBC recebeu, já no final de sua vida, mais dois Zeldas… simultâneos! Oracle of Ages e Oracle of Seasons chegaram com mecânicas inovadoras pra franquia e explorava o máximo dos recursos do portátil.

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Pra encerrar a carreira com estilo!

Atualmente, os três jogos estão disponíveis para download no Virtual Console do Nintendo 3DS. Ou em sites de emuladores e roms se curtir uma pirataria :p

A Sensação de Descoberta

Era Natal de 2004, tinha apenas 11 anos. Não foi bem um presente porque comprei com minha mesada de um ano, mas foi simbólico porque o adquiri nessa época (e mamãe só deixou eu usá-lo após o dia 25 de dezembro…). Após anos sonhando, finalmente tive meu primeiro GameBoy: um Advance glacial, aqueles bonitões transparentes. E, é claro, junto com ele vieram três fitas: Fatal Fury, Sonic Advance e Legend of Zelda: Oracle of Ages.

Entretanto, se eu disser que Oracle of Ages foi meu primeiro Zelda, estarei mentindo. O primeiro que joguei foi o A Link to the Past ainda no Super Nintendo com meus 8 anos de idade. Foi uma experiência incrível e a principal razão de meus olhos terem brilhados mais ainda quando recebi o portátil e, junto com ele, havia uma fita com um adesivo do Link nela. Mas então, dado os fatos, por que eu ainda prefiro o Oracle of Ages ao A Link to the Past? É um simples fator individual: A Link to the Past já havia deixado seu legado. Todos conheciam, já exploraram e já sabiam o que fazer. Oracle of Ages era diferente: muitos jogadores não jogaram ou sequer sabiam da existência de um Zelda pra GBC. Em uma época onde todos ainda estavam se maravilhando com Ocarina of Time e Majora’s Mask no Nintendo 64 e descobrindo o Wind Waker no Game Cube, eu seria o primeiro do meu ciclo de amigos e conhecidos a desbravar um Zelda de GameBoy e descobrir o que ele poderia proporcionar.

Portanto, Oracle of Ages pode não ter sido marcante por ser o primeiro Zelda que joguei, mas foi por ser o primeiro que descobri sozinho!

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Oracle of Ages: A mesma ilha no presente (esquerda) e no passado (direita).

Espera, tem mais!

É sempre triste quando vem aquela sensação de vazio após terminar um jogo muito bom. Você fica com aquele gosto de quero mais, mas acabou… Bom, não para Oracle of Ages, já que ele possuía um irmão, Oracle of Seasons, e eles interagiam de uma forma nunca vista antes no mundo dos jogos. Para explicar isso, contarei um breve resumo de seus plots: Nayru e Din são as oráculos das eras e das estações, respectivamente, que acabam sendo raptadas pelos generais das trevas Veran e Onox. Seus desaparecimentos provocam diversas distorções no tempo e no clima de Labrynna e Holodrum e cabe ao nosso herói viajar entre o passado e o presente e manipular as estações do ano para coletar as essências do tempo e da natureza, derrotar os generais das trevas, resgatá-las e trazer o equilíbrio de volta para as duas terras.

E onde a mágica acontece? Quando você zera um dos jogos, você recebe um código que deverá ser inserido no próximo. E pra que ele serve? Para dar continuidade a história exatamente de onde você parou! Começar um save novo utilizando esse código proporciona easter eggs, a possibilidade de dar upgrades em determinados itens e principalmente o “verdadeiro final” das séries. E tudo isso na ordem que você quiser: você pode muito bem começar jogando o Ages e terminar no Seasons ou começar no Seasons e terminar no Ages. O que totaliza 16 dungeons a serem exploradas, além de diversos itens coletáveis, minigames, puzzles, side-quests e horas de gameplay!

Infelizmente, não pude encontrar a fita do Oracle of Seasons na época. Então, acabei me rendendo aos emuladores e baixei a rom pra matar a ansiedade. Valeu a pena!

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Oracle of Seasons: O mesmo trecho da floresta em quatro estações diferentes.

E o Link’s Awakening?

Bom, ele é uma história a parte. Eu só fui jogá-lo três anos atrás quando soube que ele estava disponível no virtual console do Nintendo 3DS. Totalmente influenciado por Oracle of Seasons/Ages, resolvi comprá-lo porque estava barato (R$ 9,99 era super acessível), a engine era a mesma e quem come dois pedaços de pizza come três!

Entretanto, a mecânica não era muito inovadora. Por ter sido o antecessor dos irmãos Oracle, não havia o tal sistema de códigos e até tinha uma qualidade gráfica inferior em questão de diversidade de cores. Mas ele possuía um fator determinante pra deixar sua marca: uma história completamente diferenciada. Primeiro de tudo, Link’s Awakening é o único jogo da franquia até aqui onde a princesa Zelda e o rei do mal Ganondorf sequer são mencionados. Isso é mais que o suficiente para destacá-lo de todos os outros lançamentos da série.

O plot é aparentemente simples: Link sai em uma jornada em uma jangada, acaba sendo atingido por uma tempestade e fica inconsciente. Em seguida, é resgatado por Marin e seu pai e descobre que está na ilha Koholint. Então, o plot consiste em nosso herói encontrar seu caminho de volta pra casa. Seria uma história bem tranquila se não fosse um simples detalhe: tudo leva a crer que os acontecimentos da ilha não passam de um sonho e, para voltar pra casa, nosso herói precisa simplesmente acordar! (daí, o nome do jogo)

E é aí que começa a verdadeira trama: embora Link acredite que tudo possa ser apenas um sonho, tanto para os habitantes quanto para os animais e monstros, aquele mundo é real! Link acordar simplesmente resultaria na destruição deles e de seu mundo e muitos deles não querem isso. Então, os habitantes (principalmente Marin) começam a questionar se tudo realmente não passa de um sonho na cabeça de Link pois ninguém sabe o que há fora da ilha. Enquanto isso, uma coruja guia Link pela ilha em sua jornada para despertar o Windfish – entidade que teoricamente é capaz de acordá-lo desse sonho – ao mesmo tempo em que planta a semente da dúvida no herói sobre se ele está fazendo a coisa certa ou não. E, é claro, os monstros fazem de tudo para impedi-lo de despertar pois seu mundo corre perigo. Percebam que, pela primeira vez, eles não estão seguindo ordens de um “rei do mal”, mas instintivamente protegendo o seu habitat natural de alguém que quer destruí-lo!

Então, eis um fator inovador para a série: Link’s Awakening foi o único jogo da franquia até então que ousou tirar Link da posição de herói legítimo e o colocar na de possível vilão! E você achando que Majora’s Mask era o único jogo sombrio dele??

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Quanto mais você joga, mais culpado você se sente…

Um olhar mais técnico

Bom, agora vamos sair um pouco da parte sentimental e vamos fazer uma análise rápida:

  • Os gráficos são relativamente bons – Para um jogo de GameBoy Color, fizeram um ótimo proveito das paletas (vide as cenas em paralaxe como a da última imagem) e inspiram fãs de pixel art espalhados pelo mundo até hoje. Basta dar uma pesquisada em imagens que veremos trabalhos maravilhosos;
  • A jogabilidade é boa – Nada a reclamar aqui. Os três games carregam o estilo clássico de vista de cima 2D dos jogos de NES e SNES pra quem curte o estilo e não é comprometida em nenhum momento;
  • A história é interessante – Da parte dos Oracle, se tirarmos a mecânica de códigos, tudo o que temos é o clichê de “vilão sequestrando a mocinha e precisamos salvá-la”. Nada fora da caixa. Porém, quando falamos de Link’s Awakening, a situação é completamente diferente e deixei isso bem claro no último tópico;
  • As mecânica são ótimas – Enquanto Link’s Awakening não traz muita coisa nova, a série Oracle inova bastante fazendo Link tendo que alternar entre o passado e o presente ou modificar as estações do ano pra seguir adiante na jornada. A mecânica de Oracle of Seasons é a minha predileta da série até aqui;
  • A trilha sonora é excelente – Sim, são apenas “sons quadrados”, mas não podemos ignorar as melodias que ficaram (ou ficarão) grudadas nas cabeças dos jogadores:

Tá, não gostou da versão “pixelada”? Então, toma essas versões orquestradas aqui!

Conclusão

Os Zeldas de GameBoy Color podem não ser seus prediletos ou não chamarem sua atenção por serem “ultrapassados”, mas acredite, eles merecem uma chance na sua lista de jogos. Vale pela nostalgia, vale pela qualidade!

Bônus

Pra quem gostaria de saber, eis o meu Top 5 de Legend of Zelda:

  1. Link’s Awakening
  2. Oracle of Ages/Seasons (curti mais o Seasons, mas não teria o conhecido se não fosse o Ages!)
  3. A Link to the Past
  4. Majora’s Mask
  5. Legend of Zelda (sim, o de NES!)

Menções Honrosas: Ocarina of Time por ter sido o jogo revolucionário que ele foi e A Link Between Worlds por ter sido estrelado pelo meu personagem predileto da franquia, Ravio :3

cxgx

Sou um cara qualquer que gosta de bancar o observador do universo. Passo metade do tempo vivendo e a outra metade tentando entender o sentido da vida. Curto jogos, animes, pixelart, quebra-cabeças, sou aspirante a músico e acompanho o time do Flamengo nas horas vagas. Estou sentindo o cheiro do hepta!

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