Hey, Yuuko!
d3sc0ntr0l3 Games Reviews

Conheça (ou relembre) a macacada de Congo’s Caper

Conheça (ou relembre) a macacada de Congo’s Caper

Saudações a Todos,

Três semanas atrás, eu resolvi voltar a jogar um jogo que eu sempre quis zerar na minha infância, mas nunca tinha alcançado esse objetivo por ele ter um nível de dificuldade acima da média e não ter tempo o suficiente pra jogar tudo pois a fita era alugada e eu precisava devolvê-la antes que pudesse sequer chegar nas fases finais. O jogo se chama Congo’s Caper e, depois de mais de 15 anos, finalmente tive todo o tempo do mundo pra jogá-lo, zerá-lo e escrever um review (ou retroview, neste caso) sobre ele.

CongosCaper_1

Contexto Histórico

Congo’s Caper foi um jogo produzido pela finada Data East para Super Nintendo em 1992 no Japão e lançado em 1993 no ocidente. Curiosamente, ele faz parte de uma série de jogos já conhecida por muitos saudosistas: Joe & Mac. Originalmente, os jogos faziam parte de uma série chamada Tatakae Genshijin (Homens das Cavernas Lutadores, em tradução literal) onde o primeiro jogo é o saudoso Joe & Mac: Caveman Ninja; Congo’s Caper (Tatakae Genshijin 2) é o segundo; e Joe & Mac 2: Lost In Tropics (Tatakae Genshijin 3) é o terceiro. Houve muitas confusões sobre nomenclaturas dos jogos e alguns até acreditavam que havia mais de um jogo do macaquinho de cabelo azul (eu era um deles). Porém, enfim, aí está a explicação e espero que as dúvidas tenham sido sanadas.

Caveman_Ninjas_UNITE_by_CaptainJamesman

Assim fica mais fácil de entender!

Aqui no Brasil, o cartucho solo do jogo não foi muito comercializado. Então, você o encontrava mais em fitas piratas que continham 2,3,5,7 jogos em 1. Felizmente, eu dei sorte de ter alugado um desses na locadora que continha o jogo e iniciar toda a experiência que levou a esta matéria.

Plot

O plot é bem simples: você é um macaquinho que vive feliz com seus amiguinhos em uma selva quando de repente duas pérolas avermelhadas caem do céu e atingem você e uma outra macaquinha, transformando vocês em meio-humanos. Estranho, não? Mais estranho que isso, um demônio morcego surge e sequestra a macaquinha sem chances para alguém impedi-lo. Agora cabe a Congo, nosso protagonista que acabou de se tornar meio-humano, resgatá-la passando por mais de 20 fases e diversos chefes.

congos-caper-02

Jogabilidade

Para atacar, você possui uma clava para bater em inimigos e quebrar pedras que estiverem bloqueando o caminho; você pode bater tanto em coisas a sua frente quanto acima de você, se apertar o botão cima; você também pode dar um salto mais longo se pular com o botão cima pressionado; com os botões L e R, você pode correr e até dar saltos mais distantes; se você sofrer dano, irá se transformar novamente em um macaquinho e, se for atingido mais uma vez, você perde uma vida; para voltar ao normal, basta encontrar a mesma pérola avermelhada do começo do jogo no decorrer da fase; caso colete três pérolas enquanto ainda for meio-humano, você irá se transformar no Super Congo, lhe dando capacidade de dar saltos ainda maiores e mais resistência: pode receber dano até três vezes antes de voltar ao normal; se pegar mais pérolas enquanto estiver com a energia cheia, irá ganhar uma vida extra.

Você ainda tem itens coletáveis como pequenos diamantes amarelos: se coletar 100, ganha uma vida. Diamantes maiores valem 50. Também há joias azuis que ativam um pequeno caça-níquel no topo da tela: três figuras iguais lhe rende diversos bônus dependendo da figura; por fim, ainda há um ícone com a cabeça do Congo que lhe dá uma vida extra ao ser pego.

congos_caper

Ambientação

O jogo começa com 4 fases iniciais e um chefe. Em seguida, ele se divide 4 áreas, com 4 fases e um chefe cada, as quais você pode completar na ordem que quiser. Por fim, você tem a fase final, dividida em várias seções, e suas últimas batalhas. As fases em si não são muito prolongadas, o que deixa o jogo relativamente curto apesar da dificuldade: inimigos voadores, plataformas, espinhos e corrida contra dinossauros famintos e correntes de lava.

Os gráficos do jogo e sua trilha sonora são ótimos! Possuem um design colorido e detalhado que te fazem se sentir em uma nostálgica aventura pela selva pré-histórica; o repertório, apesar de pequeno, possui um ritmo contagiante que conduz o jogador pela jornada não importam quantas vezes você apanhe dos inimigos.

Críticas

Bom, não é porque o jogo foi marcante que ele é perfeito. Por isso, critico apenas dois pontos:

Durabilidade: Por mais que seja proveitoso, é um jogo curto com apenas 24 fases. Super Mario World, o mestre do jogos de plataforma de Super Nintendo, tinha praticamente o triplo (72) fora a quantidade de caminhos possíveis (96). Tudo bem, SMW não tinha o mesmo capricho gráfico que Congo’s Caper, o que pesa bastante no tamanho do jogo, mas Donkey Kong Country por exemplo conseguiu ir mais longe (37 fases) com capacidades gráficas ainda melhores! Para um aparelho que usualmente suporta jogos de até 4MB, a Data East poderia ter ido muito mais além dos humildes 340KB que sua rom compactada pesa (para fins de comparação, SMW pesa 344KB e DKC tem 2,5MB!);

Chefes “fáceis”: Quando digo isso, não estou dizendo que é só dar uma porrada que eles morrem ou eles mesmos se auto-destroem. Eles possuem seus graus de dificuldade e você irá perder algumas boas vidas, mas também possuem “pontos cegos” nos quais basta você estar no local certo e na hora certa que você os encherá de porrada e irá vencê-los em poucos segundos. O que mostra tristes momentos de descuido na programação em um jogo visualmente atrativo.

Conclusão

Congo’s Caper é um jogo curto, bonito e nostálgico que deve estar na sua lista de “jogos ocultos de SNES a serem zerados” e você vai jogar, vai se divertir e vai desejar que tivesse durado mais (e um boss design mais decente). Então, concluo esta matéria dizendo que Congo’s Caper é um excelente Jogãozinho de Plataforma!

congo_s_caper__tatakae_genshijin_2___by_arashi120-d8awqx1

cxgx

Sou um cara qualquer que gosta de bancar o observador do universo. Passo metade do tempo vivendo e a outra metade tentando entender o sentido da vida. Curto jogos, animes, pixelart, quebra-cabeças, sou aspirante a músico e acompanho o time do Flamengo nas horas vagas. Estou sentindo o cheiro do hepta!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *