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Recomendação e Análise: The Legend of Heroes – Trails in the Sky

 Saudações a todos,

Esta será minha primeira recomendação de alguma coisa. Um jogo que não apostei muitas fichas, que peguei numa promoção da Steam ano passado e que achei que deixaria de lado posteriormente, mas me deixou completamente encantado com sua trilha sonora, enredo e sistema de combate e passei a acompanhar a saga desde então. Portanto, aqui vai uma postagem com razões para você se encantar com o jogo também o/

Desenvolvimento

The Legend of Heroes é uma série de j-rpgs desenvolvido pela empresa Nihon Falcom e possui diversas edições assim como os clássicos Dragon Quest e Final Fantasy. A trilogia Trails in the Sky, ou Sora no Kiseki em japonês, ou TitS ( ͡° ͜ʖ ͡°), é a sexta edição da franquia e foi lançado inicialmente para PC e PSP entre 2004 e 2006 no Japão. Anos depois, a versão de PSP foi localizada para o ocidente pela Xseed e o jogo recebeu uma versão remasterizada para PS3 (apenas no Japão). Hoje, está disponível na Steam para o mundo inteiro.

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História

O jogo começa com a protagonista Estelle Bright ainda criança esperando por seu pai, Cassius Bright, voltar para casa após um longo dia de trabalho. Ela estava preocupada pois já estava ficando tarde, mas eis que seu pai chega e não chega sozinho: Cassius carregava consigo um garoto ferido e desacordado da mesma idade de Estelle. Após ser colocado em uma cama para repousar e recuperar a consciência, o menino inesperadamente estava irritado e perguntou se Cassius estava ciente das consequências do que acabara de fazer. Porém, sua irritação foi interrompida por Estelle mandando-o ter “bons modos” com a pessoa que o salvara. Enfim, os nervos se acalmam e a discussão termina.

Após essa cutscene e a animação de abertura, cinco anos se passam e agora vemos Estelle e o menino Joshua, que fora adotado por Cassius, indo para a cidade de Rolent fazerem seus exames finais para se tornarem Bracers juniores, uma espécie de grupo de escoteiros que prestam serviços para os habitantes da cidade desde eliminar monstros perigosos nas estradas a encontrar o gatinho perdido de algum morador. E é aqui onde a história começa de verdade: Estelle e Joshua saem de sua cidade natal e partem em uma jornada por todo o reino de Liberl para se fortalecerem e se tornarem Bracers seniores já que, para serem promovidos, precisam da aprovação de todas as cinco guildas do reino. Entretanto, o que era para ser apenas um treinamento e um agradável “passeio no campo” toma proporções sinistras ao irem descobrindo estranhas conspirações nos bastidores do governo que podem afetar o continente inteiro. O que o destino lhes reserva? O que está acontecendo por debaixo dos panos? Que consequências eram essas que Joshua estava falando? DESCUBRA!

Infelizmente, não consegui encontrar gameplay sem comentários (tira completamente minha concentração na história, opinião minha), mas pra quem não se incomodar (ou puder fazer um esforço), vocês podem conferir os primeiros diálogos do jogo neste trecho de gameplay:

A história se desenvolve muito bem e a música traz uma ambientação maravilhosa que vai te prender e curtir a jornada dos dois irmãos de consideração. Outro detalhe que mostra o bom trabalho em cima do jogo é todo o esforço em criar um universo próprio: o jogo adota sua própria moeda, sistema de medida (peso e comprimento), política, religião, fonte de energia, etc., e tudo pode ser aprendido lendo livros e jornais in-game e conversando com NPCs. Falando em NPCs, uma outra característica marcante dos jogos da Nihon Falcom é o capricho com cada NPC. Além de cada um deles receber um próprio nome, seus diálogos podem mudar de acordo com certas decisões tomadas, desenrolar do enredo e sidequests realizadas.

Música

Foi aqui que o jogo me ganhou. O fato da Nihon Falcom ter sua própria banda com músicos profissionais, a Falcom Sound Team JDK, mostra seu comprometimento com a trilha sonora. Você já percebe o bom trabalho quando ouve a música do menu principal, fazendo você querer ficar naquela tela pra sempre, mas não se preocupe: por ser o tema principal da série, você a ouvirá outras vezes durante o progresso do jogo e em diversas versões.

O tema de batalha também é sensacional e é querido tanto pelos fãs quanto pelos próprios desenvolvedores. Você luta contra monstros ao som do bom e velho jazz!

Este tema aqui também merece menção pois engloba toda a sensação de mistério e suspense que a história irá te proporcionar durante toda a trilogia.

Não vou colocar a trilha sonora do jogo inteiro aqui apesar de todas merecerem um digno destaque, mas encerro esta parte do post com este tema que também é extremamente marcante para a trilogia! Lembre-se dela.

Sistema de Batalha

Trails in the Sky possui um sistema bem dinâmico onde tempo e espaço devem ser considerados ao planejar suas ações. Ao lutar, você precisa se posicionar corretamente no mapa e prestar atenção na ordem dos turnos.

Suas ações consistem em atacar fisicamente, mover-se pelo mapa (caso não alcance um alvo ou queira fugir de um ataque inimigo), conjurar “arts”, usar técnicas especiais chamadas “crafts”, usar itens ou correr!

A diferença entre arts e crafts é a seguinte: Arts são como magias e consomem EP. Para aprendê-las, você precisa combinar esferas especiais (Orbs) obtidas em lojas, quests ou loot de monstros. Arts também levam um tempo para serem conjuradas, portanto sempre observe a ordem dos turnos para saber por quanto tempo o personagem ficará vulnerável. Crafts são técnicas específicas de cada lutador que eles aprendem conforme passam de nível e consomem CP. Quanto mais porrada você dá (e leva), mais CP você adquire. Em adição, quando você alcança 100 CP, você pode executar um ataque especial S-Craft que, além de poderosíssimo, pode ser utilizado como interrupção, ignorando a ordem dos turnos (basta clicar naquela esfera vermelha ali da imagem), além de possuírem uma animaçãozinha bacana. E tem mais: ao acumular 200 CP, seu S-Craft se torna mais forte ainda e pode ganhar até buffs extras. Mas lembre-se: utilizar seu S-Craft consome todo o seu CP e uma vez escolhido como interrupção, não dá pra voltar atrás. Portanto, pense bem antes de usá-lo!

Além dos bons e velhos envenenamento, paralisia, cegueira, sonolência, confusão, redução de ataque/defesa etc., alguns golpes podem jogar para bem longe ou imobilizar ou atrasar o turno, impedindo um possível contra-ataque. Ataques em área podem ser centrados em um inimigo específico ou posicionados livremente no mapa. Portanto, seus ataques precisam ser executados antes deles escaparem da área de ação. Outro detalhe importante são os bônus concedidos a cada turno: como pode ser visto na imagem, alguns turnos te concedem recuperação de vida, energia, aumento de ataque e até mesmo acerto crítico. Portanto, utilizar um S-Craft para “roubar” o turno de um inimigo que daria um golpe crítico, por exemplo, é uma das estratégias que você deverá considerar em combate.

Ainda há duas características bem casuais (não que isso seja ruim) do sistema: primeiro, você pode fugir da batalha quando quiser caso esteja passando por algum aperto, exceto contra chefes, óbvio; segundo: se você for derrotado em batalha, o jogo te dá a opção de reiniciar a luta deixando os monstros mais fracos até você conseguir derrotá-los de igual pra igual. Você também pode voltar pro menu principal e recomeçar do último save para não ferir o seu orgulho, é claro

Para quem ainda estiver confuso, o jogo possui um item chamado Bracer Notebook onde ele explica melhor como seu sistema de batalha funciona, inclusive como combinar as esferas para fazer as Arts, dentre outros recursos do jogo.

Pontos Negativos

Por que não deixar de mencioná-los? O jogo não é perfeito e aqui estão os pontos que não me agradaram:

Apesar de dinâmico, o sistema de batalha não te dá uma opção para “esperar” ou “defender”, te obrigando a fazer alguma ação inútil, como andar um quadradinho pro lado, quando você deseja apenas aguardar o movimento dos inimigos e preparar uma resposta;

A portabilidade do jogo para PC possui algumas falhas tanto gráficas quanto algorítmicas. Algumas texturas apresentam falhas de acabamento, mas nada que comprometa o desenrolar do jogo. Porém, o que preocupou alguns jogadores foi a falha dos saves em alguns trechos, provocando frustrantes rollbacks. A empresa implementou um sistema de autosave para corrigir o problema, mas por segurança, recomendo criar dois slots ao salvar seu progresso. E, bom, quem está jogando no PSP provavelmente não encontrará esse problema uma vez que ele é o aparelho original.

Por fim, não considero isso um ponto negativo pra mim (na verdade, até acho uma coisa boa), mas muitos reclamaram também e achei importante mencionar: a party não é constante. Isto é, tirando Estelle e Joshua, que são os protagonistas principais, os outros integrantes da equipe vêm e vão constantemente durante a história até todos se reunirem no capítulo final. Eu até curto essa dinâmica, mas muitos acham que isso atrapalha as estratégias de luta em grupo ou simplesmente não gostam de verem seus personagens prediletos irem embora.

Entretanto, lhes garanto que nada disso irá atrapalhar seu progresso e desfrutação da jornada!

Sequências

Lembra que eu mencionei que o jogo era uma trilogia? Pois bem, a sequência Trails in the Sky SC também está disponível na Steam e também foi localizada para PSP. O último arco, Trails in the Sky The 3rd, deve ser localizado no começo de 2017 para PC e infelizmente não há previsão de lançamento no PSP.

Além disso, o universo ainda conta com as sequências Zero no Kiseki e Ao no Kiseki, ainda não localizadas, e a trilogia Trails of Cold Steel, lançada recentemente para PS3 e PSVita (a terceira edição foi anunciada em novembro do ano passado). Alguns ficam se perguntando: Qual devo jogar primeiro? Vou gostar de Trails in the Sky se eu gostar de Trails of Cold Steel e vice-versa? Bom, aqui está o meu ponto de vista sobre o que você precisa entender: Você pode tranquilamente jogar a série Trails of Cold Steel sem ter jogado Trails in the Sky. Sim, eles estão na mesma cronologia, mas são arcos independentes: a trama de um é independente da outra. O que é pra ser resolvido num arco se resolve naquele arco. O que pode acontecer é você deixar de entender algumas referências a personagens e acontecimentos históricos que se passaram em jogos anteriores. Sem falar que há uma evolução no sistema de batalha, podendo deixar alguns jogadores confusos nesse pulo. Então, meu conselho é este: Gostou de Trails of Cold Steel, mas não comprou o jogo? Guarde esse dinheiro pra comprar o Trails in the Sky e ver como tudo começa! Já comprou? Não tem problema. Termine o jogo e se curtir, confira o Trails in the Sky porque vale a pena. A série é muito bem escrita e você só tem a ganhar ao acompanhar todo o universo da história!

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Dicas

Consegui te convencer a comprar o jogo (ou baixar a ISO, tô vendo esse PSP desbloqueado aí)? Então, aqui vão algumas dicas de quem já jogou e quer passar o conhecimento adiante para novos jogadores não cometerem os mesmos vacilos!

Leia o Bracer Notebook. Sei que ninguém tem o costume de “fazer o tutorial”, mas esse item lhe dará todas as informações chave pra entender como as mecânicas do jogo funcionam. Você lê tudo em menos de 10 minutos. Nada de preguiça!

– As missões secundárias têm tempo limitado para serem feitas. Cada vez que um capítulo se encerra, todas elas expiram e não há como voltar atrás. Portanto, certifique-se de que todas as missões secundárias foram concluídas antes de partir para o desfecho do capítulo!

Conclusão

Legend of Heroes é um j-rpg que chegou para ficar nos corações dos amantes do gênero. Têm tudo aquilo que um jogo no estilo pode oferecer mais as suas próprias particularidades. Junte-se a mim nessa incrível história e no trem da hype pelas futuras localizações!

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Sou um cara qualquer que gosta de bancar o observador do universo. Passo metade do tempo vivendo e a outra metade tentando entender o sentido da vida. Curto jogos, animes, pixelart, quebra-cabeças, sou aspirante a músico e acompanho o time do Flamengo nas horas vagas. Estou sentindo o cheiro do hepta!

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